quinta-feira, 7 de julho de 2011

Sem parar...


Não paro, não posso parar.
O tempo voa, tento correr junto a ele.
Correr no seu ritmo.
Não deixá-lo ultrapassar.

Nem pensar!!
Não posso ficar esquecida, abandonada, perdida..
Guardada em alguma estante empoeirada.
Não, eu quero acontecer...

Preciso viver, preciso sonhar.
Correr sem parar, voar...
Segundos, minutos, horas, noite e dias.
Obstáculos a enfrentar.

Não paro, não posso parar.
Quero dar a volta ao mundo.
Conhecer lugares, pessoas...
Ouvir novas musicas, ver novos filmes...
Aprender, errar para aprender, e seguir...

Mas eis que vem ele, sorrateiro e cruel.
Querendo me enfrentar, querendo me derrubar..
Não!! não me deixo abater e nem me enganar.
Pretendo, ao menos, ao seu lado no final da linha chegar.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ritmo do universo...

O mundo muda o tempo todo, gira sem parar.
E issó é bom, isso é maravilhoso.
A energia se renova a cada dia.
As estrelas que você vê agora já estão no passado.
E você pensa que é presente.
Assim é a vida, cheia de mistérios.
Você acha  que está no presente.
Mas está lá, preso no passado.
O mundo gira e não pára...
Cuidado! 
Não se perca no tempo...não fique parado.
Gire, dance no ritmo do universo.
Corra atrás das estrelas..




 

terça-feira, 5 de julho de 2011

Relações Sazonais

Esses dias estava em um grupo de amigos conversando sobre assuntos diversos quando um deles fez um comentário:

" As relações humanas são como as estações do ano" 


Achei a afirmativa  poética e verdadeira.

O ano tem 4 estações, primavera, verão, outono e inverno.  

Cada uma com suas características e peculiaridades, produzem em nós muitas vezes sensações boas e ruins.

Afetam a natureza, o ir e vir, o nosso humor, a capacidade de trabalho, a prática de exercícios, comer, dormir, enfim...nosso dia-a-dia em geral.

As relações humanas não são diferentes.

Elas também têm sua primavera, seu verão, seu outono e seu inverno.

Muitas vezes temos momentos tranquilos, suaves, floridos e perfumados.

Em outros eles são intensos, com noites e dias quentes.
 
Por vezes, mais amenos, quietos, serenos. 

E tempos difíceis, de frieza, escassez, solidão, onde precisamos de estímulos externos e força extrema para nos aquecer e nos reabastecer.

Esta metáfora é bonita e serve como aprendizado.

Devemos ter a sabedoria de respeitar cada momento, cada estação, respeitar e aceitar as coisas como são e vivenciá-las da maneira que se apresentam.

E o mais importante é saber, que tudo passa, as coisas mudam, o sol volta a brilhar e que sempre teremos uma primavera florida ou um verão quente pela frente.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Reparação

"Raízes"(1943) - Frida Kahlo
Quando me dou conta está feito.
Não tem mais conserto.
Está jogado ao vento.
O passado virou presente.
E o futuro depende.
Depende do absurdo.
Depende da reação.
Deepende da razão.
Quem controla o presente.
Pode quase prever o futuro.
Como um profeta.
Com suas infortunas meias verdades.
Um dia quem sabe tenha essa sabedoria.
De prever o imprevisível.
De controlar o impossível.
Mas antes devo controlar a mim.
Aprisionar a fera, domar o leão.
Não ser mais tão refém da emoção.
Ter o domínio absoluto  das coisas que afetam minha alma.
E com toda calma sentar e ver.
O futuro acontecer.

domingo, 3 de julho de 2011

Jim...




Venho aqui confessar minha paixão por ele.
Nunca o vi, nem era nascida quando ele por aqui estava.
Mas ele me fascina...
Não sei se por sua rebeldia, sua excentricidade ou sua intensidade.
Mas existe alguma identificação inconsciente da minha personalidade com tal comportamento.
Compositor, cantor e poeta.
Viveu quase sempre no seu mundo paralelo, não aguentou ficar aqui por muito tempo...
Mas deixou sua marca.
Era um ser inquieto...de uma inquietude infinita.
Por onde anda agora não sei, mas deixou suas palavras soltas ao vento.
Imortais, a vagar pelo tempo e pelo espaço.
Inquietas...

"Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo pareceria como é, infinito.
( William Blake )

Tormenta

Gustav Klimt


Será que vou sobreviver?
Será que vamos sobreviver?
A esse amor que nos consome.
A todas essas indecifráveis emoções.
Não sei...

Não estabelecemos regras e nem contratos.
Vamos vivendo a cada dia o que nos é apresentado.
Amar não é fácil.
Amar é um exercício diário.

E eu quero te amar, quero tua alma.
Mas mergulho em ti e não consigo te achar.
A água é turva.
Não consigo te enxergar.

Quando venho à superfície consigo te tocar.
Te provo, te vejo,  te sinto.
Mas na tua alma.
Não consigo penetrar.

És para mim um mistério, algo que não sei lidar.
E mesmo assim de ti, não quero me livrar.
Não quero te abandonar, não quero me abandonar.
Pois ainda tenho a esperança de te decifrar.

Desvendar teu corpo e tua alma.
E em ti me perder para depois me achar.
E ai sem mais mistérios.
Sem mais tormentas.
Só fazer te amar.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O Inverno


Todas as estações do ano tem a sua beleza e sua poesia, com o inverno não seria diferente.
Com sua intensidade e marcante presença, não consegue passar despercebido.
O inverno é a estação do recolhimento e da introspecção.
As pessoas saem menos, as aves migram para lugares mais quentes, os dias são mais curtos e as noites por consequência, mais longas....
É a mãe natureza passando o seu recado: se aquietem, parem, pensem...
O inverno também tem seus prazeres a serem por nós desfrutados.
Comemos mais e melhor.
Degustamos bons vinhos.
Apreciamos novas paisagens.
Ficamos mais elegantes. As pessoas se vestem melhor no inverno.
Ficamos perto do fogo...hipnotizados, aquecidos, a escutar o estalar da madeira.
A natureza é sábia e generosa, só precisa de mais cuidado e atenção.
Assim teremos sempre belos espetáculos a contemplar.